quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

D. Miguel Pereira Forjaz


D. Miguel Pereira Forjaz em 1 de Novembro de 1769 — 6 de Novembro de 1827, 9.º Conde da Feira, foi um militar e político português que se distinguiu durante a ocupação francesa de Portugal e as guerras napoleónicas.
Foi um dos nomeados governador do Conselho de Regência de 1807 e do de 1807 para tomarem conta do Reino de Portugal quando a corte se deslocou para o Brasil

-Entrou no exército a 1785, como cadete no Regimento de Peniche onde encontrou muitos membros da sua família. Foi promovido a alferes em 1787 e serviu no estado-maior do conde de Oeynhausen, inspector-geral da Infantaria, estando com ele no campo da Porcalhota em 1790.
-Foi promovido a capitão em 1791 e a major (sargento-mor) em 1793, sendo nomeado ajudante de ordens do general Forbes, comandante da divisão portuguesa que foi combater no Rossilhão e na Catalunha.
-Já com o posto de coronel, foi em Março de 1800 nomeado governador e capitão-general do Pará, mas não chegou a partir para o Brasil.
-Na campanha do ano seguinte, no Alentejo, exerceu o cargo de quartel-mestre-general (chefe do estado maior) do General Forbes. Em 1806 foi elevado a brigadeiro e encarregado da inspecção-geral das milícias.
-Com a fuga da família real para o Brasil, em 1807, foi nomeado secretário suplente do governo, caso fosse necessário substituir o conde de Sampaio.
-Quando o General Junot assumiu o governo do País, Forjaz retirou-se para a província. Estava em Coimbra quando iniciou a revolta contra a ocupação francesa e dirigiu-se para o Porto, onde reorganizou o exército, sob as ordens do seu primo, Bernardim Freire de Andrade.
-Acompanhou-o como ajudante general do exército do Norte na sua marcha Porto-Lisboa, tendo sido nomeado secretário da regência, depois da convenção de Sintra, e encarregado da pasta dos negócios da guerra e estrangeiros. Neste cargo reorganizou o exército, de acordo com propostas de 1803, que tinham sido vagarosamente implementadas até 1807.

-Em 1815, opôs-se com êxito, ao envio de uma divisão portuguesa para os Países Baixos no combate a Napoleão Bonaparte, no período dos Cem Dias. É apontado como principal instigador do tortuoso processo que culminou na morte por enforcamento, em 18 de Outubro de 1817, do seu primo o tenente-general Gomes Freire de Andrade, um dos mais distintos e valorosos militares de Portugal, acusado de conspiração contra o Governo o que, mais tarde, se revelou, ser falso. Deixou o seu lugar na regência devido à Revolução Liberal de 1820, afastando-se dos negócios públicos. Por decreto de 13 de Maio de 1820, recebeu o título de Conde da Feira e em 1826 foi eleito par do Reino, por ocasião da outorga da Carta Constitucional por D. Pedro IV de Portugal.

William Carr Beresford

William Carr Beresford nasceu na Irlanda em 1768 a 8 de Janeiro de 1854 foi um militar britânico, marechal em,1809, e depois marechal-general, 1816 do exército português.

Foi comandante durante toda a Guerra Peninsular, de Março de 1809 à revolução liberal de 1820.

-Filho ilegítimo do Marquês de Waterford e protegido pelo Partido Tory. Serviu no Exército Britânico em Toulon (1793);

-Foi tenente-coronel na Índia, coronel do 88º Regimento no Egipto em, 1801, brigadeiro no Cabo da Boa Esperança, e ocupou Buenos Aires em,1806 onde foi aprisionado. Comandou a ocupação da Madeira em dezembro de 1807 e aí aprendeu português. Fez a expedição da Corunha em 1809 e regressou a Portugal.

-Foi em Portugal Marquês de Campo Maior, título recebido por decreto a 17 de dezembro de 1812 de D. Maria I, e Conde de Trancoso, e Visconde de Beresford na Grã-Bretanha.

-Nomeado Marechal do Exército em Março de 1809 pelo Conselho de Regência, Beresford aproveitou a reorganização das forças militares criada por D. Miguel Pereira Forjaz, para a adaptar ao serviço de campanha do exército britânico.

-Beresford criou os depósitos de recrutamento em Peniche, Mafra e Salvaterra; presidiu à distribuição das novas armas e equipamentos;
-Após o julgamento e execução do tenente-general Gomes Freire de Andrade em 1817 e outros, deslocou-se ao Brasil para pedir maiores poderes. 
-No regresso do Rio de Janeiro pela nau Vengeur, fundeada no Tejo em 10 de outubro, Beresford foi impedido pela Junta de desembarcar em Lisboa e regressou à Grã-Bretanha.
-Ainda esteve em Portugal em 1823 procurando vergar D. João VI às tentativas absolutistas de D. Miguel.

Em Inglaterra foi Master-General of the Ordnance.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Biografia de Gomes Freire de Andrade
Era filho de António Ambrósio Pereira Freire de Andrade e Castro, embaixador de Portugal na corte austríaca, e de Elisabeth, Condessa Schaffgotsch genannt Semperfrei von und zu Kynast und Greiffenstein, vinda de uma antiga e ilustre família nobre da Boémia.
Teve a educação que na época se costumava dar aos filhos da nobreza. Seu pai, António Ambrósio Pereira Freire de Andrade e Castro, fora um ótimo colaborador do marquês de Pombal na campanha contra a Companhia de Jesus , sendo o filho Gomes Freire enviado para Portugal com 24 anos de idade, em Fevereiro de 1781, já com o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo.
Destinado à carreira militar, assentou praça de cadete no regimento de Peniche, sendo em 1782 promovido a alferes. Passou à Armada Real, embarcando em 1784 na esquadra que foi auxiliar as forças navais espanholas de Carlos III de Espanha no bombardeamento de Argel.
Regressou a Lisboa em setembro, promovido a tenente do mar da Armada Real, e em abril de 1788 voltou ao antigo regimento no posto de sargento-mor.


Corte Portuguesa no Brasil

A Corte Portuguesa permaneceu no Brasil de 1808 a 1821. A entrada das tropas napoleónicas em Portugal, a 27 de novembro de 1807 levavam à saída do regente, D. João VI, sua mãe, a rainha D. Maria I, os seus familiares e cortesãos para o Brasil. Eram cerca de 15 000 pessoas as que se acomodaram em 34 embarcações de diversos calados e mais uma para os mantimentos. Com o apoio da esquadra inglesa, os navios com a Corte portuguesa chegaram à Baía a 7 de março de 1808.
Dois meses mais tarde, o governo instala-se na cidade do Rio de Janeiro, que no começo do século XIX tinha uma população de cerca de 60 000 habitantes, dos quais 40 000 eram negros. Segundo testemunhos da época, a cidade impressionava pela sua beleza natural mas a falta de infraestruturas urbanísticas básicas, como fossas sépticas, tornavam a vida no mínimo difícil. O regente, a rainha e os seus familiares ficaram instalados na residência do Governador, na Quinta da Boa-Vista, que tinha sido erguida a meio do século XVIII pelo Conde de Bobadela. No Convento do Carmo e na Cadeia Velha foram instalados os criados. Os demais cortesãos ficaram instalados nas melhores casas da cidade requisitadas para o efeito. As hostilidades mais ou menos veladas estalaram de imediato entre os recém-chegados, entre os quais se contava a fina-flor da aristocracia portuguesa e os residentes. Os primeiros tinham deixado tudo para trás, exceto a roupa que vestiam na altura da fuga, mas cheios de pergaminhos desprezavam os portugueses residentes, como os senhores de engenho, os mercadores e profissionais liberais. Os portugueses residentes no Brasil possuíam grandes fortunas feitas às custas da colónia, mas faltava-lhes os títulos e as distinções para adquirirem o prestígio social que tanto almejavam. Com a chegada do rei ao Brasil estavam decididos a comprar as mercês, comendas e títulos que as suas fortunas permitiam. D. João VI não se fazia rogado a estas pretensões, pois a concessão de benesses a troco de dinheiro representava a principal fonte de rendimento para custear as avultadas despesas da família real e respetiva corte. A vida social era pouco animada: os jantares, bailes ou reuniões eram raros em casa dos particulares e o primeiro teatro do Rio de Janeiro só foi inaugurado em 1813 com o nome de Teatro São João. O período mais faustoso decorreu entre os anos de 1817 a 1818, primeiro com a chegada da noiva do príncipe herdeiro D. Pedro, a princesa Leopoldina, filha do imperador austro-húngaro, e em maio de 1818 por ocasião do aniversário e coroação de D. João VI.
A estadia da Corte no Brasil permitiu melhoramentos que iriam lançar as fundações do futuro país. Entre estes conta-se a criação da Imprensa Nacional, a Fábrica da Pólvora e o Banco do Brasil para financiar novas iniciativas. Do ponto de vista político, as ações de maiores repercussões para o Brasil, são a anexação da Guiana Francesa, devolvida à França em 1817 e o território da margem oriental do Rio Uruguai, que passou a ser a província Cisplatina. O fim deste conflito só foi alcançado a 27 de agosto de 1828, pelo Tratado do Rio de Janeiro assinado entre o Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata. Deste acordo resultou o nascimento da República Oriental do Uruguai. A elevação do Brasil à categoria de reino foi outra das consequências da permanência da corte em terras brasileiras. Para que Portugal tivesse uma representação nas negociações do Congresso de Viena, realizado na sequência do fim do domínio napoleónico na Europa, o Brasil foi elevado à condição de reino com a designação de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves a 16 de dezembro de 1815. A estadia de D. João VI no Rio de Janeiro permitiu a reorganização político-jurídica do país mas contribuiu também para uma convivência mais positiva entre a nobreza migrada e as elites da terra. Estes dois grupos viriam a alicerçar a sociedade do Brasil imperial. A 16 de abril de 1821, D. João VI embarca para Portugal na sequência dos desenvolvimentos das lutas liberais. O seu filho, D. Pedro de Alcântara fica como príncipe-regente. Estava aberto o caminho para a separação do Brasil de Portugal. Em janeiro de 1822, D. Pedro declara ficar no Brasil e não regressar a Portugal.




Conspiração de 1817
Esta conspiração está presente no livro Felizmente há luar de Luís Sttau Monteiro. A história deste livro divide-se em 2 tempos: tempo de escrita ano de 1961, e tempo de história séc.XIX (1817), tempo em que se começa a notar a imposição do regime liberal, ou seja, defende a liberdade individual mediante o exemplo dos direitos e da lei. Vamos então concentrar-nos neste. A figura central desta conspiração foi o General Gomes Freire de Andrade que como diz o próprio livro: que está sempre presente embora nunca apareça. Gomes Freire era amado por uns e odiado por outros, é acusado de chefe da revolta, de estrangeirado (pois serviu entre 1807 e 1814 o País que tinha ocupado o seu, a França), ogrão-mestre da Maçonaria e por ser um soldado brilhante e idolatrado pelo povo. Agora o que foi a conspiração de 1817?General Gomes Freire era como a figura de referência para fortalecer o movimento. A Viscondessa de Juromenha tornou-se a principal figura no ajuste da conspiração, ao contrário do que os liberais pretendiam. Entretanto na tentativa de aliciarem gente, os conjurados (ou seja, conspiradores) aumentavam em muito a força do seu movimento, e o reduzido número de conjurados, a ligeireza com que muitos se conduziram e a sua pouca implantação fora do exército fizeram com que rapidamente se soubesse da conspiração. Muitos dos conjurados eram apenas agentes provocadores que mantinham informada D.Maria da Luz, a Viscondessa de Juromenha, e também, o Marechal Beresford(que era um militar britânico e depois passou a marechal-general do exército Português).O Marechal Beresford estava de partida para o Rio de Janeiro, pois D.João VI tinha acabado de ser aclamado Rei, onde ia tentar conseguir apoio do Rei na sua luta contra a regência. Enquanto o Marechal viajava, deixou agentes incumbidos de agirem, e fazer uma lista exaustiva dos conjuntos e tipos de adesão e das suas intenções ao movimento. Beresford convocou algumas personalidades de confiança, entre eles o Visconde de Santarém, a quem foram apresentados os documentos que tinham sido associados à conspiração. A decisão foi de apresentar a documentação à regência, o que ocorreu em 23 de Maio de 1817. A regência imediatamente se assegurou da posição do exército e do apoio do general Paula Leite, encarregue do governo das armas da corte e província da Estremadura, emitiu ordens de prisão contra Gomes Freire e diversos oficiais civis. Gomes Freire de Andrade, ao notar a movimentação das tropas, os ruídos das armas e das patas dos cavalos, pensou tratar-se da revolução em marcha, fardou-se, esmaltou o peito e esperou, a sua porta foi arrombada, a casa invadida pela tropa e com uma ordem de prisão. Alguns dos conjurados passaram a delatores e como o maior alvo era Gomes Freire de Andrade, as testemunhas serviram para o tornar o grande culpado. Nunca se soube ao certo o real envolvimento do Gomes Freire na conspiração, como também não se conhecem exatamente os objetivos dos conspirados, se é que havia um objetivo comum. Gomes Freire foi condenado à morte com baraço e pregão e executado em S.Julião da Barra, a 18 de Outubro de 1817, os restantes 11 foram executados no Campo de Santana, hoje Campo dos Mártires da Pátria. A lentidão do suplicio, e o ter-se prolongado pela noite, deu origem à frase “Felizmente há luar” de Miguel Pereira Forjaz.




Biografia de Sttau Monteiro
Nasceu a 3 de Abril de 1926 em Lisboa, cidade onde viria a morrer a 23 de Julho de 1993. Era filho de Armindo Rodrigues de Sttau Monteiro e de Lúcia Rebelo Cancela Infante de Lacerda.
Com 10 anos de idade mudou-se para Londres com seu pai, embaixador de Portugal. Contudo, em 
1943 este último é demitido do seu cargo por Salazar o que obriga pai e filho a regressarem a Portugal.

Já em Lisboa, licenciou-se em Direito, que exerceu por um curto período de tempo, dedicando-se depois ao jornalismo. A sua estadia em Inglaterra, durante a juventude, pô-lo em contacto com alguns movimentos de vanguarda da literatura anglo-saxónica. Na sua obra narrativa retrata ironicamente certos estratos da burguesia lisboeta e aspectos da sociedade portuguesa sua contemporânea.
Vai novamente para Londres e torna-se piloto de Fórmula 2.

Ao regressar a Portugal colabora em diversas publicações destacando-se a revista Almanaque e o suplemento A Mosca do Diário de Lisboa. Neste último, cria a secção Guidinha.

Estreou-se, em 1960, com Um Homem não Chora, a que se seguiu Angústia Para o Jantar (1961), obra que revela alguma influência de escritores ingleses da geração dos angry young men, que o consagrou, e E Se For Rapariga Chama-se Custódia (1966).

Destacou-se, sobretudo, como dramaturgo, nomeadamente com Felizmente há Luar! (1962), peça que, sob influência do teatro de Brecht e recuperando acontecimentos da anterior história portuguesa, procurava fazer uma denúncia da situação sua contemporânea. Esta peça foi publicada em 1962, tendo sido galardoada com o Grande Prémio de Teatro. A sua representação foi, no entanto, proibida pela censura.

Só em 1978 após a Revolução do 25 de Abril, a célebre peça foi apresentada nos palcos nacionais no Teatro Nacional .

Em 1985, o seu romance inédito Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão serviu de argumento à telenovela Chuva na Areia.

A 9 de Junho de 1994 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a título póstumo.




Texto dramático
O texto dramático é entendido como aquele que se integra na forma literária do drama e implica uma comunicação direta das personagens entre si e com os recetores do enunciado. O texto dramático privilegia a dinâmica do conflito, tentando representar as ações e reações humanas, pela tragédia, pela comédia e pelo drama (propriamente dito), graças à presença das personagens. 
Serve, com frequência, o teatro, que tem como objetivo específico a representação e o espetáculo. Por isso o texto teatral obriga à concentração dos elementos essenciais do texto dramático em linhas de força que garantam um ritmo vivo e uma progressão capaz de prender a atenção do espectador. O teatro permite uma comunicação específica entre autor, ator e público; entre as personagens da obra; entre o palco e a plateia. O conflito ou o drama oferece-se à contemplação do espectador
O texto dramático, onde predomina a função apelativa da linguagem, ao exprimir o mundo exterior e objetivo, recorre, em geral, à enunciação na segunda pessoa. E utiliza um discurso múltiplo e complexo, com os respetivos signos linguísticos, mas também com signos paralinguísticos (entoação, voz...), expressão corporal, elementos de caracterização dos atores, ou mesmo elementos que se encontram fora do ator, como o espaço cénico e os efeitos sonoros. 


Categorias do texto dramático
São categorias do texto dramático a ação, com a sucessão e encadeamento de acontecimentos que podem conduzir a um desenlace; as personagens, que são os agentes da ação; o espaço que corresponde ao lugar, ambiente, meio social ou cultural onde se desenrola a ação; e o tempo que dá conta do momento do desenrolar da ação.
A estrutura da ação pode ser interna ou externa. A primeira dá-nos os momentos determinantes e divide-se em exposição(apresentação de personagens e dos antecedentes da ação), conflito (conjunto de peripécias, de acontecimentos que fazem impulsionar a ação, conduzindo ao seu ponto culminante, ao clímax) e desenlace (desfecho da ação dramática). A segunda apresenta a divisão em atos (divisão do texto dramático que corresponde à mudança de cenários) e cenas ouquadros (divisão do ato que corresponde à entrada ou saída de uma ou mais personagens).
As personagens, que na antiguidade grega usavam máscaras para permitir a diferenciação de papéis e distinguir a personagem da pessoa do ator, podem distinguir-se quanto ao relevo ou papel desempenhado como principais ou protagonistas (exercem uma função relevante, com a ação a decorrer à sua volta), secundárias (participam na ação sem um papel decisivo) e figurantes (não intervêm diretamente na ação, servindo apenas para funções decorativas); podem, também, ser individuais ou singulares e coletivas. Quanto à composição ou conceção e formulação, as personagens definem-se como modeladas ou redondas (com capacidade de alterarem o comportamento ao longo da ação), planas(sem alteração do comportamento ao longo da ação, nem evolução psicológica) e tipos (representantes de um grupo profissional ou social). Em relação aos processos de caracterização, esta pode ser directa por autocaracterização (através das palavras da própria personagem) e heterocaracterização (através dos elementos fornecidos por outras personagens ou pelo dramaturgo através das didascálias) ou indiretas (deduzida a partir das atitudes, dos gestos, dos comportamentos e dos sentimentos da personagem ou a partir dos símbolos que as acompanham).
Do espaço distingue-se o cénico (lugar onde se movem as personagens e que recria o ambiente possível do desenrolar da ação dramática, graças à luz, ao som, ao guarda-roupa, aos adereços, à encenação), o espaço de representação - o palco - (lugar onde decorre o espetáculo teatral), o espaço representado (ambiente recriado pelos atores, interligado à ação e ao espaço cénico) e o espaço aludido (lugares referenciados, diferentes dos representados).
Sobre o tempo, convém separar o tempo de representação (curto e necessário para a apresentação do conflito, para o desenrolar dos acontecimentos e para o desenlace do tempo de representado (correspondente ao tempo da ação ou à época retratada, recriada pelos atores).